quarta-feira, 30 de março de 2011

Performance

No dicionário, encontramos a palavra performance como sinônimo de “desempenho” ou “atuação”, ampliando os sentidos do termo para além do campo das artes: performance é termo utilizado nos esportes, na área de tecnologia, recursos humanos, etc. É uma forma de arte que combina elementos do teatro, das artes visuais e da música, deve ser compreendida a partir dos desenvolvimentos da arte pop, do minimalismo e da arte conceitual, que tomam a cena artística nas décadas de 1960 e 1970.
A verdadeira performance é ir alem do que é esperado; é estabelecer os mais altos padrões pessoais, padrões estes que excedam o que os outros exigem ou esperam. Isso é obviamente, a expressão do potencial de uma pessoa. Isso se aproxima da segunda acepção para performance existente em meu dicionário: “Um feito, uma proeza, uma exibição publica de habilidade”.
Então, o que é performance? Podemos dizer que não há uma resposta absoluta, apenas idéias e conceitos abertos demais para permitir uma definição bem delimitada. A reação de achar que “tudo é performance” é bastante natural e está relacionada a uma condição profundamente humana: a mudança. Tudo que diz respeito à nossa percepção de mundo pode ser considerado performance na medida em que nos relacionamos com um universo em constante transformação, e nós mesmos somos seres mutantes por excelência. As formas do mundo são formas em movimento. O mundo performa (revela suas formas) para nós, seres performadores (criamos novas formas e as revelamos de volta ao mundo).

Flash Mob

Em inglês, Flash Mob é a abreviação de “flash mobilization”, que significa mobilização rápida, relâmpago. Trata-se de uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma ação previamente organizada. Para efeitos de impacto, a dispersão geralmente é feita com a mesma instantaneidade.

Flash Mob não é uma manifestação comum, como uma passeata, piquete, etc. Em geral são organizados pela internet, com pessoas que nunca se viram pessoalmente ou mesmo que tenham se falado online, com a intenção de fazer uma coisa surreal, insólita e divertida. Esse tipo de manifestação já foi usada como forma de protesto, mas é raro.

O primeiro flash mob foi organizado via e-mail pelo jornalista Bill Wasik em Manhattan. Mandando o e-mail para 40 ou 50 amigos (de maneira que eles não soubessem que o evento fora planejado pelo próprio jornalista), Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, "A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo" em um mob anônimo e sem liderança.
No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada, evitando que as pessoas ficassem na frente da loja, frustrando os planos do primeiro mob.
O segundo mob aconteceu em 3 de junho de 2003, na loja de departamentos Macy's. Wasik e amigos distribuiram flyers para pessoas que passavam nas ruas, indicando quatro bares em Manhattan, onde elas receberam instruções adicionais sobre o caráter e o lugar do evento, minutos antes do seu início – para evitar o mesmo problema que ocorreu com o primeiro.
Mais de 100 pessoas juntaram-se no 9º andar de tapetes da loja de departamento, reunindo-se em volta de um tapete caro. Qualquer um aproximado por um vendedor foi avisado a falar que as pessoas reunidas no andar viviam juntas em um depósito nos arredores de Nova York, que estavam procurando por um “tapete do amor” e que todos faziam suas decisões de compra em grupo.


Deriva

A teoria da deriva é um dos trabalhos de autoria do pensador situacionista Guy Debord. A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico – estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum a pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. É sempre interessante construir um mapa do percurso traçado, esse mapa deve acompanhar anotações que irão indicar quais as motivações que construiu determinado traçado. É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita... Enfim, pensar que determinadas zonas psíquicas nos conduzem e nos trazem sentimentos agradáveis ou não.

A deriva de Debord busca suplantar os métodos tradicionais e convencionais de apreensão do espaço urbano, assim como substituir a representação pela vivência de experiências pessoais, introduzindo um novo tipo de leitor/observador: o habitante que intervém e vivencia - o “vivenciador” - e não um mero espectador que contempla alienado o que está em sua volta. Um convite para que todos experimentem a cidade e atuem como verdadeiros cidadãos.

Flâneur



'' (...) Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível, é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes — a arte de flanar.
(...)Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação
ligado ao da vadiagem.
(...)É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas
necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. (...)'' (A rua - João do Rio)

O termo "flâneur" vem do verbo francês "flâner", que significa caminhar, ou "to stroll" em inglês. Basicamente um Flâneur é uma pessoa que anda pela cidade com o objetivo de experimentá-la através de seus sentidos. No decorrer da história diversas pessoas tentaram teorizar o significado de Flâneur, inclusive o poeta Charles Baudelaire, que enxergava o papel chave do Flâneur como sendo o de entender o processo da modernidade, do urbanismo e do cosmopolitismo através do fluxo da cidade. Em termos artísticos, existem diversas escolas arquitetônicas e fotográficas que se denominam Flâneur, já que priorizam a participação daqueles que são afetados pelo desenho da cidade e pelo andamento da mesma.

Parkour

Parkour (por vezes abreviado como PK) ou l'art du déplacement (em português: arte do deslocamento) é uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Criado para ajudar a superar obstáculos de qualquer natureza no ambiente circundante — desde galhos e pedras até grades e paredes de concreto — e pode ser praticado em áreas rurais e urbanas. Homens que praticam parkour são reconhecidos como traceur e mulheres como traceuses.

O Parkour nasceu nos anos 80 na França e tem como seu criador David Belle, que se empenhou realmente na divulgação do Parkour a partir de 1997. Sebastien Foucan tambem é conhecido por vários praticantes por ser o criador do Free Style (movimentos do Parkour mesclados com giros e mortais), no qual o praticante aprende manobras radicais em conjunto com as técnicas do Parkour. A filosofia dessa prática é apenas se divertir e treinar o corpo para movimentos acrobáticos.


Sem limitações de espaços para ser praticado, o parkour é acessível a todos, possibilitando o autoconhecimento do corpo humano e mente como o desenvolvimento da força, resistência, coordenação motora, ao mesmo tempo em que desenvolve a concentração, força de vontade, determinação e coragem — qualidades que favorecem o bem estar e a qualidade de vida, educando jovens ávidos por novas experiências. Um traceur ou traceuse é potencialmente um ótimo praticante de outras atividades físicas que necessitam de autocontrole, agilidade, destreza, força, raciocino rápido e observação.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Segunda e terceira ideias para o retrato



Bom, essa ideia (nas duas "versões") está relacionada ao fato de que as pessoas têm várias faces, vários lados, e há muitas peças que compõem o retrato de alguém; na primeira imagem, tentei adicionar coisas que acho que fazem parte da vida do Leonardo... e essa segunda foi só um jeito diferente de apresentar a mesma ideia.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Retrato


Quando comecei a fazer o retrato do Leonardo, vi que não seria fácil, já que não o conheço muito bem (afinal, como se pode conhecer bem uma pessoa em tão pouco tempo?); então, resolvi retratá-lo da única maneira que saberia... relacionando-o ao momento que ele vive agora: o começo de uma nova fase e a "luta" para chegar onde quer (por isso as escadas, representando um caminho a ser seguido). Usei um efeito que mascara sua verdadeira aparência, e só conseguimos perceber os detalhes da foto quando a analisamos por um período maior de tempo, procurando os detalhes. Assim, por não conhecê-lo tão bem, sinto que só vejo parte dele - a primeira impressão que passa para os outros.