terça-feira, 3 de maio de 2011

Brainstorm...

Bom, tá um pouquinho atrasado, mas aí estão as grandes e maravilhosas ideias - na verdade, elas são tão incríveis que no final decidimos por não usar nenhuma delas...



domingo, 1 de maio de 2011

Interatividade

Há uma crescente utilização do adjetivo “interativo” para qualificar qualquer coisa (computador e derivados, brinquedos eletrônicos, eletrodomésticos, sistema bancário on-line, shows, teatro, estratégias de propaganda e marketing, programas de rádio e TV, etc.), cujo funcionamento permite ao usuário/consumidor/espectador/receptor algum nível de participação, de troca de ações e de controle sobre acontecimentos. Mas para estabelecer verdadeira interatividade, o usuário precisa se sentir participante da ação, precisa ver as coisas se modificarem à medida que ele emprega sua energia.

Na era da interatividade, há uma modificação radical no esquema clássico da informação baseado na ligação unilateral emissor-mensagem-receptor. O emissor não emite mais no sentido que se entende habitualmente, uma mensagem fechada; ele oferece um leque de elementos e possibilidades à manipulação do receptor. A mensagem não é mais “emitida”, não é mais um mundo fechado, paralisado, imutável, intocável, sagrado. Ela é um mundo aberto, modificável à medida que responde às solicitações daquele que a consulta. O receptor não está mais em posição de recepção clássica, ele é convidado à livre criação e a mensagem ganha sentido sob sua intervenção. A interatividade é um canal de mão–dupla, onde um sujeito ajuda o outro para realizar uma ação conjunta.

Mas como medir a interatividade? Ela é algo que faz parte da experiência total do usuário com o sistema (ou com o objeto). É preciso uma visão que considere as partes do todo e a relação entre elas para perceber como é a interatividade.

Interatividade é atividade, e envolve sensações, experimentações, pensamentos, reações e ações... troca.

Alexander Calder


“How can art be realized?
Out of volumes, motion, spaces bounded by the great space, the universe. Out of different masses, tight, heavy, middling—indicated by variations of size or color —directional line—vectors which represent speeds, velocities, accelerations, forces, etc...— these directions making between them meaningful angles, and senses, together defining one big conclusion or many. Spaces, volumes, suggested by the smallest means in contrast to their mass, or even including them, juxtaposed, pierced by vectors, crossed by speeds.
Nothing at all of this is fixed.
Each element able to move, to stir, to oscillate, to come and go in its relationships with the other elements in its universe. It must not be just a fleeting moment but a physical bond between the varying events in life.
Not extractions, but abstractions.
Abstractions that are like nothing in life except in their manner of reacting.


Alexander Calder (1898-1976) foi o mais aclamado e influente escultor de seu tempo. Nascido em uma família de artistas educados mais tradicionalmente, Calder utilizou seu pensamento inovador para mudar o curso da arte moderna profundamente. Começou desenvolvendo um novo método para esculpir: dobrando e retorcendo fios, ele basicamente “desenhou” três figuras tridimensionais no espaço. Ele é famoso pela invenção do móbile, cujos elementos abstratos suspensos movem e equilibram-se em uma harmonia mutável. Calder também se dedicou a fazer esculturas ao ar livre em grande escala, feitas de chapas de aço. Hoje, essas obras monumentais adornam praças públicas em cidades por todo o mundo.






Lygia Clark

“O erótico vivido como profano e a arte
vivida como sagrada se fundem numa
experiência única. Trata-se de misturar
arte com vida.”

     A trajetória de Lygia Clark faz dela uma artista atemporal e sem um lugar muito bem definido dentro da História da Arte. Tanto ela quanto sua obra fogem de categorias ou situações em que podemos facilmente embalar; Lygia estabelece um vínculo com a vida. A auto decretada não-artista deu o objeto da arte na mão de seu interlocutor, como em “Caminhando”, e estabeleceu que a “arte é o seu ato”. Fundou a arte participativa, interativa e compartilhada desde então. Lygia destravou as portas do inconsciente através de sua arte e propunha isso como manifestação artística transcendental. Objetos sensoriais e relacionais, entre muitos outros artefatos, abriam um canal direto com o primitivo interior (self, no jargão de Lygia), criando um estado de autoconhecimento revelador e, por isso, libertador. Verdadeiramente livre, Lygia esteve a frente de seu tempo.  Foi polêmica durante toda a sua vida e a última fase da sua obra gerou inúmeras críticas por parte de artistas e psicólogos. Mas não é este o fascínio e a maldição dos pioneiros?

Sketchup refeito

Então, aqui está o modelo refeito da "percepção do local da intervenção", e não, não é uma plantação de cogumelos.