Há uma crescente utilização do adjetivo “interativo” para qualificar qualquer coisa (computador e derivados, brinquedos eletrônicos, eletrodomésticos, sistema bancário on-line, shows, teatro, estratégias de propaganda e marketing, programas de rádio e TV, etc.), cujo funcionamento permite ao usuário/consumidor/espectador/receptor algum nível de participação, de troca de ações e de controle sobre acontecimentos. Mas para estabelecer verdadeira interatividade, o usuário precisa se sentir participante da ação, precisa ver as coisas se modificarem à medida que ele emprega sua energia.
Na era da interatividade, há uma modificação radical no esquema clássico da informação baseado na ligação unilateral emissor-mensagem-receptor. O emissor não emite mais no sentido que se entende habitualmente, uma mensagem fechada; ele oferece um leque de elementos e possibilidades à manipulação do receptor. A mensagem não é mais “emitida”, não é mais um mundo fechado, paralisado, imutável, intocável, sagrado. Ela é um mundo aberto, modificável à medida que responde às solicitações daquele que a consulta. O receptor não está mais em posição de recepção clássica, ele é convidado à livre criação e a mensagem ganha sentido sob sua intervenção. A interatividade é um canal de mão–dupla, onde um sujeito ajuda o outro para realizar uma ação conjunta.
Mas como medir a interatividade? Ela é algo que faz parte da experiência total do usuário com o sistema (ou com o objeto). É preciso uma visão que considere as partes do todo e a relação entre elas para perceber como é a interatividade.
Interatividade é atividade, e envolve sensações, experimentações, pensamentos, reações e ações... troca.
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